Os desafios da reciclagem no Brasil em época de pandemia

Com base na leitura dos textos motivadores apresentados e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema: Os desafios da reciclagem no Brasil em época de pandemia - apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize, e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos na defesa de um ponto de vista.


Texto 1:


A reciclagem de lixo no Brasil A reciclagem é o processo no qual se transforma os materiais que já foram utilizados em novos produtos que serão reutilizados. Por meio desse processo, os produtos que foram jogados no lixo podem ser reaproveitados de maneira satisfatória. Diversos materiais podem ser reciclados, como plástico, papel, alumínio ou vidro. É de suma importância a prática deste processo para a preservação do meio ambiente e diminuição da poluição na água, solo e ar. Além disso, inúmeras indústrias reciclam para conseguir reduzir os custos da produção de suas mercadorias. Alguns materiais, como o alumínio, têm quase 100% de reaproveitamento quando é reciclado. A partir do momento em que é derretido, ele pode retornar para as empresas que produzem embalagens, ocasionando a redução de custos para as indústrias. Há de se ressaltar que, o processo de reciclagem também ajuda na economia do país e gera renda, principalmente durante o momento de crise econômica. Os catadores que trabalham em cooperativas, além de estarem empregados, colaboram com o recolhimento de milhares de peças de alumínio, como as latinhas de refrigerantes, e também dos papéis que são jogados nas ruas todos os dias. Outra vantagem recorrente deste processo é a transformação do papel usado em novo, evitando o corte de uma árvore e, consequentemente, o desmatamento desenfreado. A quantidade de papel que não é reciclado pode matar inúmeras árvores a cada dia. Entre os resíduos que mais se destacam no Brasil, estão o plástico, aço, vidro, papelão e alumínio. Entre eles, o que mais é separado no país é o papelão com 4.154 mil toneladas, logo em seguida vem o aço com 800 mil toneladas, e em último lugar está o alumínio com 374 mil toneladas.

Disponível em: http://www.bioblog.com.br/a-reciclagem-de-lixo-no-brasil/


Texto 2:


Pandemia reduz em 60% coleta de recicláveis por catadores


O setor de reciclagem de resíduos sólidos no Brasil enfrenta uma situação paradoxal. Se por um lado a pandemia ampliou o uso de embalagens, principalmente por causa do comércio eletrônico e dos serviços de delivery, por outro resultou em uma drástica redução no volume de material reciclável que foi recuperado por catadores autônomos ou de cooperativas.

Com isso, uma maior quantidade de lixo que poderia ter sido reaproveitado foi parar em aterros sanitários. Segundo estimativa de Roberto Laureano da Rocha, presidente da Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), o total de material repassado pelas cooperativas para a indústria da reciclagem nos últimos doze meses foi 60% menor do que no período anterior....


Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/diogo-schelp/2021/04/29/pandemia-reduziu-em-60-coleta-de-reciclaveis-por-catadores-diz-associacao.htm


Texto 3:


Muitas cooperativas, essenciais à cadeia de reciclagem, tiveram suas atividades reduzidas ou mesmo interrompidas devido à pandemia [2]. Algumas cidades dos Estados Unidos suspenderam programas de reciclagem, em alguns países da União Europeia a gestão de resíduos foi restringida [3], e na cidade de São Paulo apenas a separação mecanizada foi continuada [4], o que resultou, em alguns casos, na falta de materiais recicláveis nas indústrias recicladoras. Ao mesmo tempo, houve um aumento significativo no consumo de materiais plásticos como máscaras descartáveis (após o uso, não são resíduos recicláveis). Aliado a isso, algumas leis que restringiam o consumo itens descartáveis feitos de plásticos como canudos, copos, pratos e talheres foram suspensas, como ocorrido em São Paulo [5], já que o uso desses materiais contribui à redução nas taxas de contaminação/propagação da doença, justamente por serem descartáveis. O aumento na produção de embalagens, redução na reciclagem, aumento no consumo de equipamentos de proteção individuais (EPIs) descartáveis como máscaras e luvas, e o "incentivo" ao uso de materiais descartáveis feitos de plástico devido à suspensão de leis resultaram em um grande desafio ambiental, já que a união de todos os fatores citados contribui para o agravamento de problemas socioambientais já conhecidos, como a questão dos plásticos nas águas. Alguns autores alertam sobre o acúmulo de máscaras e luvas em oceanos, mares e rios como resultado da pandemia da COVID-19 [6]. Desse modo, a pandemia da COVID-19 pode ser considerada um retrocesso em relação à questões ambientais.


Disponível em: https://www.arandanet.com.br/revista/pi/noticia/1254-Os-desafios-da-reciclagem-durante-a-pandemia-da-COVID-19-.html


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