O tráfico de animais em debate no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O tráfico de animais silvestres em questão no Brasil ”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO I


Um dos mais lucrativos comércios ilegais do mundo é o tráfico de animais, que movimenta aproximadamente 20 bilhões de dólares por ano, sendo a terceira atividade clandestina que mais gera dinheiro, ficando atrás do tráfico de drogas e armas.

O tráfico de animais é configurado pela retirada de animais de seus habitats naturais e destinados à comercialização. Os destinos desses animais são zoológicos, colecionadores, laboratórios para fabricação de medicamentos, ou mortos, como a onça-pintada e jacarés, para terem suas peles ou outras partes do corpo retiradas e vendidas.

Em razão da imensa biodiversidade brasileira, o país é um dos principais alvos do tráfico de animais, contribui com 10% dos bilhões de dólares arrecadados com a atividade. Além da grande variedade de espécies (peixes, aves, insetos, mamíferos, répteis, anfíbios, entre outros), outro fator que contribui para essa prática no país é a falta de fiscalização e de punições severas. Traficantes são presos em flagrante várias vezes com diversos animais, no entanto, pagam fiança e respondem processo em liberdade. Conforme a ONG (Organização Não Governamental) Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, no Brasil, cerca de 38 milhões de animais são retirados de seus habitats naturais anualmente, sendo aproximadamente 12 milhões de espécimes distintas.

Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/trafico-animais.htm


TEXTO II


Renctas: Rede Nacional de combate ao tráfico de animais.


TEXTO III

Há um grande obstáculo para quem luta para acabar com essa atividade. O comércio ilegal da fauna brasileira representa uma enorme possibilidade de lucro. À época em que lançou o Relatório, a Renctas trabalhava com um valor de R$ 2,5 bilhões movimentados pelo comércio ilegal por ano. Hoje, segundo Dener, a quantia deve estar na casa dos R$ 3 bilhões. A vantagem para traficantes vem no pouco que se é gasto com a captura desses animais. Quando não roubam os animais da natureza, pagam alguém para fazer.


Os contratados sempre são pessoas que estão em zonas rurais, empobrecidas, sem acesso a direitos básicos. Os pagamentos costumam ser pífios se comparados ao valor de revenda dos bichos no mercado ilegal. "Existem animais que são capturados na região Norte, como a tartaruga, e as pessoas que capturam são pagas um valor entre R$ 1 e R$ 2. Repassam para os traficantes que vendem por R$ 200, R$ 300 em São Paulo'', conta o coordenador geral da Renctas.


É costume também a prestação desses serviços em troca de alimentos ou produtos necessários. Assim, o comércio ilegal de animais torna-se um problema social. A bióloga e diretora geral da Freeland, Juliana Machado, explica que é necessária a presença de fiscalização do Estado não apenas pela questão ambiental e para assegurar o bem-estar do animal, mas também para tomar providências quanto às necessidades relacionadas ao bem-estar das pessoas que residem próximas aos lugares onde são feitas as capturas.


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/trafico-no-brasil-tira-por-ano-35-milhoes-de-animais-da-floresta-e-gira-r-3-bilhoes/#page15


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