Educação alimentar e sua relação com a saúde pública brasileira

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade formal da língua portuguesa sobre o tema “Educação alimentar e sua relação com a saúde pública brasileira ” apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa argumentos, fatos e conceitos para defesa de seu ponto de vista.


Texto 1:

Altos índices de obesidade pedem educação alimentar e nutricional

Bebês de apenas 6 meses de idade se alimentando de bolacha e macarrão instantâneo. Crianças de até 12 anos acostumadas ao achocolatado ultra vitaminado para suprir a ausência de frutas, verduras e legumes na dieta cotidiana, recheada de açúcar, sal e gorduras. Esse quadro já não é novidade no Brasil e foi reafirmado pela última pesquisa do IBGE, divulgada no fim de agosto, que revelou o dado assustador de que mais de 33% das crianças entre 5 e 9 anos estão com excesso de peso. A pergunta é: o que desencadeia o consumo exagerado de alimentos pouco nutritivos e com potencial obesogênico?

Além da necessidade de regular a publicidade, que é comprovadamente um fator de forte influência no aumento do sobrepeso e da obesidade infantil, especialistas em nutrição e saúde defendem que é preciso haver uma política pública mais ampla de combate ao problema.

Na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), pesquisas nas áreas de nutrologia e pediatria apontam para a necessidade de rever os hábitos alimentares da população brasileira e criar mecanismos que facilitem a compreensão dos consumidores com relação à composição dos alimentos.

Especialista em Nutrição em Saúde Pública, Giovana Longo-Silva desenvolve um estudo sobre a rotulagem das embalagens e afirma que hoje os dados são pouco eficientes, já que pressupõe que o consumidor saiba o mínimo de nutrição. “Apesar de o rótulo conter as quantidades de cada nutriente, é muito difícil julgar aquela quantidade, saber quando é pouco ou excessivo”, explica.

Há também o problema da formação de hábitos alimentares pouco saudáveis. Colega de Giovana na Unifesp, Maysa Toloni pesquisa as consequências da introdução precoce e incorreta de alimentos industrializados na dieta de bebês. A especialista em Saúde, Nutrição e Alimentação Infantil defende a inclusão da educação alimentar e nutricional no ensino. “Faz-se necessário também a criação de campanhas abrangentes e efetivas que estimulem o consumo de frutas e hortaliças, associadas a medidas de restrição da propaganda de alimentos infantis”, afirma.

Disponível em:http://www.saude.br/index.php/articles/111-doencas-cronicas-nao-transmissiveis/251-altos-indices-de-obesidade-pedem-educacao-alimentar-e-nutricional


Texto 2:


Texto 3:

O Dia Nacional da Alimentação nas Escolas é comemorado em 21 de outubro. A data foi escolhida para ressaltar a importância das ações voltadas para a educação alimentar e nutricional dos estudantes de todas as etapas educação básica. E é com esse objetivo que o Governo Federal investe no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que tem como objetivo garantir o consumo de alimentos saudáveis no ambiente escolar, de modo a criar bons hábitos nos estudantes para toda a vida.

Criado há 60 anos, o programa atende os alunos de toda a educação básica matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias conveniadas com o poder público. O cardápio que é servido nas escolas deve ser elaborado por nutricionista, respeitando os hábitos alimentares locais e culturais.

Para Karine Santos, coordenadora-geral do Pnae, é essencial que o programa se preocupe com a introdução de hábitos alimentares mais saudáveis desde os primeiros anos de vida. Do total de estudantes atendidos pelo programa, 3 milhões têm entre 0 a 3 anos.

“A formação de hábitos alimentares mais saudáveis vai ter consequências em toda a vida do indivíduo. Esse trabalho deve ser feito em parceria com professores, diretores de escola, e os pais e a comunidade escolar devem participar”, completa.

A pequena Luiza de Araújo, de cinco anos, estuda no Jardim de Infância Dois, do Cruzeiro, em Brasília, e já incorporou os bons hábitos. “O que eu mais gosto de comer na escola é galinhada. Em casa eu gosto de arroz e feijão pra crescer forte e com saúde”, conta a garotinha.


Disponível em: http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/35407-educacao-alimentar

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