Desastres naturais no Brasil e sua relação com a moradia digna

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desastres naturais no Brasil e sua relação com a moradia digna”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO 1:

Tragédia em Petrópolis se repete devido à falta de solução de problemas antigos


As mortes e as pessoas desaparecidas na tragédia de Petrópolis (RJ) parecem notícia velha. O cenário de catástrofe e de destruição que se repete 11 anos depois do desastre climático na Região Serrana fluminense poderia ser evitado ou minimizado, porque é resultado do forte volume de chuvas no estado, mas também da negligência do poder público em diversas esferas de governo, segundo especialistas.

Para eles, a repetição de tragédias no Brasil decorrentes de eventos naturais extremos pode ser explicada pela combinação da falta de políticas públicas que garantam moradia segura para os cidadãos, da ausência de investimento preventivo e da falta de ação tempestiva diante dos alertas feitos pelos órgãos responsáveis.

"O sentimento é de indignação, porque os impactos desses desastres podem ser reduzidos e a gente está vendo um repeteco de uma situação que mais uma vez deixou de ser evitada. E mais uma vez não está só tirando vidas, mas também mostrando uma enorme negligência do poder público. Não é um sentimento de impotência. É ao contrário, é um sentimento de que havia muito a ser feito", afirma Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, dedicado às políticas de mudança do clima no Brasil e mestre em administração pública pela Universidade de Harvard.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2022/02/4986827-tragedia-em-petropolis-se-repete-devido-a-falta-de-solucao-de-problemas-antigos.html


TEXTO 2:

Ninguém vai morar em área de risco porque quer ou porque é burro


Na última terça-feira participei do Jornal da TV Cultura, falando sobre o problema das chuvas que atingem várias regiões do nosso país nesta época do ano. Depois da apresentação de uma reportagem que mostrava deslizamentos de encostas e perdas de vidas em várias cidades, a primeira pergunta do apresentador Heródoto Barbeiro foi: “isso tem solução?”

Segue abaixo a minha resposta:

“Tem solução, sim. Evidentemente algumas medidas são paliativas. Há formas de intervenção para melhorar a estabilidade dos terrenos, drenar melhor a água, conter encostas, ou seja, melhorar a condição de segurança e a gestão do lugar para que, mesmo numa situação de risco, se possam evitar mortes.

Mas a questão de fundo é que ninguém vai morar numa área de risco porque quer ou porque é burro. As pessoas vão morar numa área de risco porque não têm nenhuma opção para a renda que possuem. Estamos falando de trabalhadores cujo rendimento não possibilita a compra ou aluguel de uma moradia num local adequado. E isso se repete em todas as cidades e regiões metropolitanas.

Não adiantam nada as obras paliativas aqui e ali se não tocarmos nesse ponto fundamental que é: quais são os locais adequados, ou seja, fora das áreas de risco, que serão abertos ou disponibilizados para que a população de menor renda possa morar?”.

Disponível em: https://raquelrolnik.wordpress.com/2011/01/13/ninguem-vai-morar-em-area-de-risco-porque-quer-ou-porque-e-burro/


TEXTO 3:


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