Crônica Argumentativa - Trabalho análogo à escravidão

Atualizado: 23 de mai. de 2021


Prezado(a) candidato(a),

As discussões sobre o trabalho análogo à escravidão vieram à tona nos últimos dias. Apesar de diversos avanços, políticas públicas e resultados positivos, ainda há muito o que se fazer por esse setor. A partir da leitura dos textos motivadores abaixo, desenvolva uma redação para a proposta que se pede.


Proposta 1: Você está participando de um concursos de crônicas para o jornal da sua cidade e precisa desenvolver uma crônica argumentativa relacionado à questão do trabalho análogo à escravidão. Baseado em caso que aconteceu em sua cidade, no qual foi descoberto que uma mulher vivia em cárcere privado, trabalhando para uma família sem receber um salário digno, nem qualquer um dois direitos que merecia por lei, desenvolva seu texto argumentativo. Não se esqueça que a crônica argumentativa mantém um caráter argumentativo, porém com uma subjetividade maior que os outros textos, principalmente na linguagem.


Texto 1:

De acordo com o artigo 149 do Código Penal brasileiro, são elementos que caracterizam o trabalho análogo ao de escravo: condições degradantes de trabalho (incompatíveis com a dignidade humana, caracterizadas pela violação de direitos fundamentais coloquem em risco a saúde e a vida do trabalhador), jornada exaustiva (em que o trabalhador é submetido a esforço excessivo ou sobrecarga de trabalho que acarreta a danos à sua saúde ou risco de vida), trabalho forçado (manter a pessoa no serviço através de fraudes, isolamento geográfico, ameaças e violências físicas e psicológicas) e servidão por dívida (fazer o trabalhador contrair ilegalmente um débito e prendê-lo a ele). Os elementos podem vir juntos ou isoladamente. O termo ―trabalho análogo ao de escravo‖ deriva do fato de que o trabalho escravo formal foi abolido pela Lei Áurea em 13 de maio de 1888. Até então, o Estado brasileiro tolerava a propriedade de uma pessoa por outra não mais reconhecida pela legislação, o que se tornou ilegal após essa data. Não é apenas a ausência de liberdade que faz um trabalhador escravo, mas sim de dignidade. Todo ser humano nasce igual em direito à mesma dignidade. E, portanto, nascemos todos com os mesmos direitos fundamentais que, quando violados, nos arrancam dessa condição e nos transformam em coisas, instrumentos descartáveis de trabalho. Quando um trabalhador mantém sua liberdade, mas é excluído de condições mínimas de dignidade, temos também caracterizado trabalho escravo.

Fonte:https://reporterbrasil.org.br/trabalho-escravo/. Acesso em 16/02/19.


Texto 2:

Mulher negra é resgatada em casa de família em MG em condições análogas à escravidão


Ministério Público diz que doméstica não tinha salário nem podia deixar residência; defesa critica divulgação antes de processo legal

A mulher foi resgatada no fim de novembro, após uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT). A situação mudou depois que vizinhos desconfiaram dos pedidos feitos por Madalena, que deixava bilhetes em baixo da porta dizendo que precisava de dinheiro para comprar materiais de higiene pessoal, conforme exibiu o programa da TV Globo Fantástico nesse domingo (20/12).

De acordo o MPT, Madalena vivia em condição análoga à escravidão. “Ela não tinha registro em carteira, um salário mínimo garantido, férias. Ela não tinha descanso semanal remunerado”, destacou o auditor fiscal Humberto Monteiro.

Aos 8 anos de idade, Madalena bateu à porta de uma casa para pedir comida. A professora Maria das Graças Milagres, dona da residência onde ela buscou ajuda, ofereceu-se para adotá-la, mas o ato nunca foi formalizado. Assim que chegou à casa nova, foi tirada da escola.

“Ela não quis que eu estudasse mais, porque eu já ‘tava’ uma mocinha. Parei até a terceira série”, afirma Madalena.

Disponível em: https://www.metropoles.com/brasil/mulher-e-libertada-apos-38-anos-vivendo-em-condicoes-analogas-a-escravidao

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