Carta argumentativa- Investimentos na educação básica


Prezado(a) candidato(a),

As discussões sobre o investimento em educação são históricas. Apesar de diversos avanços, políticas públicas e resultados positivos, ainda há muito o que se fazer por esse setor. A partir da leitura dos textos motivadores abaixo, desenvolva uma redação para a proposta que se pede.


Proposta 1: Você foi eleito a vereador(a) na cidade em que reside. Durante sua campanha, a preocupação com a educação pública de sua cidade foi uma das grandes pautas defendidas e argumentadas. Nesse ponto, escreva uma carta argumentativa direcionada ao prefeito, argumentando sobre a importância de um maior investimento provindo do município para a educação básica. Aponte a situação de algumas escolas de regiões periféricas, onde os alunos convivem com problemas como tráfico de drogas e argumente, apresentando propostas que a curto e longo prazo podem ser desenvolvidas pelo governo municipal. Não se esqueça que na carta argumentativa é necessário seguir a estrutura adequada do gênero, usando a norma culta padrão da Língua Portuguesa e o pronome de tratamento adequado conforme o seu destinatário. No final, assine com as iniciais do seu nome fictício que foi apresentado no texto.


Texto 1:


Centro e periferia: desigualdades educacionais


Por todo o país e mesmo dentro de uma única cidade, se multiplicam as diferenças entre as escolas, inclusive da mesma rede. Pode ser que umas apresentem melhor infraestrutura e mais acesso a serviços do que outras. O projeto político-pedagógico e o corpo docente podem ser diferenciados. Mas, mesmo que algumas diferenças sejam naturais, o problema é quando se tem, na verdade, desigualdades que afetam o desempenho dos alunos. Um grupo de pesquisadores do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), de São Paulo, começou a se questionar, em 2000, se essas desigualdades poderiam ser produzidas de acordo com a localização da escola: no centro ou na periferia, ou, mais especificamente, em regiões com alta concentração de pobres, mais heterogêneas e mais ricas. Diferentes estudos têm mostrado que existem sim diferenciais significativos entre escolas públicas. As notas do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) de 2003 mostram, no caso das provas de Língua Portuguesa na 4a série, que a média de desempenho é maior nas áreas centrais. O primeiro passo da pesquisa do CEM foi fazer um grande mapeamento de escolas de Educação Básica estaduais, municipais e privadas da Grande São Paulo, além fazer estudos de oferta e demanda de vagas. “O que descobrimos, nesse primeiro momento, é que a escola de Ensino Fundamental está muito universalizada”, conta o cientista social Haroldo Torres. Já sabemos que esse é um fenômeno recente. E será que a escola está preparada para garantir a mesma qualidade de ensino em diferentes regiões e para crianças de diferentes classes sociais?


Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/2767/centro-e-periferia-desigualdades-educacionais


Texto 2:


Nas regiões pobres das metrópoles, a ausência do Estado afasta crianças e adolescentes dos estudos


Um emaranhado de barracos sem reboco domina a paisagem do Subúrbio Ferroviário, área periférica de Salvador que abrange 22 bairros e tem cerca de 600 mil habitantes - quase 25% da população da cidade. À medida que o visitante se distancia da bela Baía de Todos os Santos, descobre as vielas de Coutos, Periperi, Oxumaré e outras localidades cujos nomes remetem a portugueses, índios e africanos que habitaram a região. Esquecido pelo poder público, o lugar carece de bibliotecas, unidades de saúde, praças, áreas de lazer e delegacias. Nessa terra sem muitas perspectivas de futuro, o narcotráfico ganha importância. "Muitos alunos abandonam a escola por causa de ameaças de gangues que controlam o comércio de drogas", diz Maria*, diretora de uma unidade estadual da região, enumerando nomes e histórias de quem evadiu. As instituições de ensino são um dos poucos órgãos públicos da região, que cresceu com o aumento das ocupações irregulares nas décadas de 1970 e 1980. Em sua rotina, Maria* faz as vezes de assistente social, resolve conflitos e lida com o tráfico, além de tentar convencer, muitas vezes em vão, meninos e meninas a não desistir dos estudos.


Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/2938/periferias-sem-aulas-e-sem-direitos


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