Brasil sem documento: desafios para as pessoas que vivem sem documento no país.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para as pessoas que vivem sem documento no país”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.




Texto 1:

Invisíveis da Silva - o drama das pessoas sem documento no Brasil

Reportagem especial fala sobre pessoas sem documento no Brasil e como o documento é um instrumento de cidadania. “Invisíveis da Silva” fala sobre os caminhos para o fim do sub-registro civil no país e conta histórias de jovens negros e pessoas trans. A pandemia de coronavírus no Brasil revelou, além da necessidade de investimentos no Sistema único de Saúde, um verdadeiro exército de invisíveis no país. Pessoas “invisíveis” são aquelas sem documentação e, com a criação do auxílio emergencial, esse contingente de milhões de pessoas ficou evidente. Mas os documentos não são apenas importantes para a aquisição de benefícios sociais. Eles podem ser um instrumento de cidadania e até mesmo de garantia de vida. Na Reportagem Especial “Invisíveis da Silva”, dos jornalistas Maurício de Santi e Rodrigo Resende, você ficará sabendo sobre um projeto do Ministério Público da Bahia que busca combater o sub-registro, assim como um projeto semelhante no Rio de Janeiro, feito em um ônibus, que virou até tese de doutorado. A reportagem traz ainda histórias de pessoas trans que enfrentaram desafios para alterar o documento para adoção do nome social e também histórias de jovens negros que, ao sair de casa para ir até mesmo na esquina, na padaria, precisam carregar o documento para não correr riscos desnecessários.


Disponível em: https://www12.senado.leg.br/radio/1/reportagem-especial/2021/04/16/reportagem-especial-fala-sobre-pessoas-sem-documento-no-brasil



Texto 2:



Texto 3:

Segundo o último dado oficial disponível, são cerca de 3 milhões de pessoas que, como Maria Helena Ferreira da Silva, chegam à vida adulta (e eventualmente à idade avançada) sem certidão de nascimento. No caso da agricultora de 70 anos, que vive no interior do Paraná, a carência virou barreira na hora de se vacinar contra a Covid-19. No posto, recomendaram-lhe que se conformasse em ficar sem o imunizante, “porque o governo nem sabia que eu existia”. Ela só veio a receber a primeira dose meses depois, por ação da Defensoria Pública, e agora está perto de conseguir a tão sonhada certidão de nascimento. “A gente fica envergonhado, né?” O relato feito por Maria Helena ao podcast introduz a conversa de Renata Lo Prete com Fernanda da Escóssia, autora do recém-lançado livro "Invisíveis - Uma Etnografia sobre Brasileiros sem Documento", fruto da tese de doutorado da jornalista na Fundação Getúlio Vargas. Ela explica o papel fundador desse registro e o efeito bola de neve que a ausência dele provoca: vai ficando mais difícil obter outros documentos e, com o passar dos anos, limitações muitos concretas se apresentam, notadamente no acesso aos serviços públicos de educação e saúde. Editora na revista Piauí, com longas passagens pelos jornais O Globo e Folha de S. Paulo, Fernanda se interessa há quase duas décadas por um fenômeno que descreve como “transversal”, porque ligado a múltiplos fatores, como miséria e desestruturação familiar. Em sua pesquisa e nesta entrevista, ela conta histórias de pessoas que conheceu no momento em que buscavam o registro de nascimento e reencontrou tempos depois -- quando haviam resgatado direitos, cidadania e às vezes o próprio "fio da vida".


Disponível em: https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2021/09/06/o-assunto-532-brasileiros-sem-documento-os-verdadeiros-invisiveis.ghtml



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